terça-feira, 22 de setembro de 2009


Nesse final de semana, quando resolvi arrumar todo meu quarto, lembrei das mudanças.
Ao retirar algumas coisas e colocá-las na cama, senti vontade de guardar tudo em caixas e ir embora.
Sinto falta de algo que não encontro. Queria voltar no tempo, mas não posso. Tudo o que sei é que assim não chego em lugar algum.
Com sonhos bons, sim, eu aguentarei firme. Falta pouco, dependendo do assunto em que se é colocado em destaque.
Eu sinto falta de um lugar...
Sinto a falta de coisas que estavam por perto e eu não me importava.
Quero voltar, mas não dá.
Quando partir, não te darei adeus.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hoje o mundo me pareceu distante
Por instantes as paredes pareceram mais próximas
O sol sem vida, não mais radiante
Criei meu céu cinzento

Eu gosto do amargo
Sou ácida e não volátil
Consigo confundir o mundo
Confundo-me e confundo-te

Um céu cinza
Nada de cor, tudo tão sem vida
Como o papel que queima na chama ardente
Ficando cinza e virando pó

Sou apenas uma confusão perambulando
A rainha da falta de humor
Luzes que não se acendem
Apenas um buraco onde escondo-me no chão

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Me sinto um quebra-cabeças de retalhos; retalhos do passado; retalhos de sorrisos.
Sou como a lona do circo que carrega uma história. Um passado de um palhaço que não sorri ou me um malabarista sem mãos.
Sou formada do gelo, do fogo, da água e da espada. De elementos que considero-os meus. Não os vendo. Não os divido.
Deixei pegadas na areia, conversas inacabadas, brincadeiras intermináveis.
Deixei uma janela embaçada, uma lágrima caída. Trouxe comigo um aperto... Aperto no peito justo meu, que jurava não ter coração.




Momentos de nostalgia. Não sei como transmitir o que estou sentindo. São tantas vozes falando dentro e fora de mim...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saco de papel.


Não sou explícita. Não sei demonstrar o que sinto. Ou apenas tenho medo.
Tento não transparecer todo o meu interior. A vantagem de imaginar é que ninguém vê.
Apesar de tudo, há sinais involuntários. Ainda assim, eu tento esconder, ou apenas nego.
Será que podes ver os sinais? Não irei me render assim, dizendo-te tudo. Procure!
Eu estou quase gritando, mas ainda pareceste não notar.
Continuarei guardando minha identidade com um saco de papel imaginário no rosto.
Tu sabes quem sou eu, mas pareces ainda não haver notado o que causa.