segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Armas deslocadas.

Meu erro
É a espada que cravo em ti.

Meu espelho
Contém os cacos de um passado.

Meu coração
Carrega feridas recentes.

E no presente
Eu permaneço ferindo à ti e à mim.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Minhas cores.

Hoje estou aqui
Amanhã estarei lá
De idas e vindas vivi
Assim como as ondas do mar.

Escrevo cartas
Uso tinta vermelha
Conto da minha nova vida
Envio-as num cometa.

Tanto há ainda para aprender
Nem das coisas ruins quero esquecer
Só quem sente na pele sabe
Que o fogo queima até arder.

Ocorrem novas histórias
Bonitas, tristes ou violentas
Cada qual tem seu momento
Seja o céu branco, preto, azul ou violeta.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Com o tempo você descobre que determinados sentimentos não podem ser descritos nem desenhados. Que simples palavras podem, de momento, serem as únicas maneiras de falar sobre a magia que invade.
Você também aprende que quanto mais nobre, puro e doce o sentimento, ele não consegue virar poesia, poema ou pintura. Você transmite essa felicidade pelo seu jeito de ser.

Eu não consigo agora escrever coisas belas, tudo porque a felicidade que sinto transborda. Existe uma euforia muito grande aqui dentro.
Eu amo você.

domingo, 18 de setembro de 2011

A maré virou.
Hoje consigo sentir.
Pequenas e grandes coisas.
Coisas boas aconteceram aqui.

Eu me sinto feliz.
Havia como eu não me sentir?
O destino está indo ao meu favor.
A maré virou.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Realidade Imaginária.

Usarei cinzas como pó de pirimpimpim.
Farei de uma borboleta meu transporte.
Analgésicos como fórmula de invisibilidade.
Mergulharei na magia através de um copo de ácido.

Para que realidade?
Necessário é ter uma válvula de escape.
Uma ou mais, como quiser.
Pode ser de qualquer cor.

Duendes, vamos para os jardins.
Cavalos alados e unicórnios, é hora do jantar.
Onde estão os lobos e os vampiros?
Está chegando a hora do banquete.

Venham seres mágicos ver e aproveitar.
A magia é bem vinda e única.
Meu pescoço está à espera.
Venha, vampiro, me buscar.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Fuga.

Fugindo...
Sem rumo ou direção.
Apenas indo...
Caminho da razão.

Eu devo tirá-lo daqui.
Dos meus pensamentos.
Dos meus sonhos.
És o meu tormento.

Tu. Apenas tu.
Alguém que nunca será meu.
Alguém que me invadiu.
Alguém que nunca me pertenceu.

Apenas me vou.
Jamais saberás sobre isso.
Mas em mim
Meu interior e exterior estão brigando.

terça-feira, 12 de julho de 2011

O encanto se foi.

O encanto se foi.
O cristal quebrou.
Há livre arbítrio.
Não faço parte do teu caminho.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Borboletas

Borboletas aqui voltaram
Em total descompasso
Ainda assim harmonioso
Em meu estômago se instalaram.

São de todos os tamanhos
Calmas, mas violentas
Que me causam algo estranho
Quando sentem tua presença.

Eu te observo
Seja dia ou noite
Não importa a hora
Não importa o dia.

Mexeste comigo de um jeito
Causaste-me imensurável encanto
Espero que me percebas um dia, garoto
E o tamanho desse tal encanto.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Reserva.

Sou reservada.
Seletiva.
Pouco sociável.
Decidida.

Não ando com qualquer pessoa.
Não finjo interesse em que não tenho.
Não vou onde não sou bem recebida.
Não minto pra agradar.

Reservo o que tenho
Aos poucos que merecem
Seja um simples abraço,
Seja um sorriso.

Preservo bem o que quero
Excluo o que não é importante.
Julgue-se agora:
És digno do convívio dos eleitos?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

'oi'.

Olho sem querer ver
Desvio, vou para outro canto
Coisas que sem saber porque
Geram algum encanto.

Espero contra a vontade
Uma notícia
Cresce a ansiedade
Quando manifestas sinais de vida.

Canto músicas
Conto histórias
Espero a glória
Ou mesmo a derrota.

Frases que mentalizo
Palavras que não uso
E o que sai
São apenas breves sussurros.

sábado, 2 de abril de 2011

Sou.

Sou feita de fases, água, gelo e açúcar.
Sou ácida, amarga ou mil outros tipos.
Ou eu não demonstro nada, ou eu demonstro tudo.
Sou um pouco de cada e nada do todo.

Sou algumas palavras, frases ou apenas letras.
A melodia da música que me toca é um pedaço de minha alma.
Sou meus versos, o que respiro.
Sou silêncio que ainda assim grita.

Falo com rimas, ou apenas cuspo palavras.
Palavrinhas, palavras e raros palavrões.
Ando sem saber por onde
Sei onde quero chegar.

Sou vidros e espelhos estilhaçados.
Sou a mistura doce e o veneno.
Sou ira ou sou amor.
Sou, sem realmente saber quem sou.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu paradoxo.

Eu cantei silenciosamente
Versos invisíveis que tudo mostravam.
Palavras inexistentes que tudo falavam.
Sobre o gelo que congelava o fogo.

Fiz versos de amor sobre meu ódio por ti.
A dança parada de uma pedra.
A corda arrebentada que contigo me amarrava.
A luz que ainda me deixa no escuro.

Eu desenhei no vento quadros que dei para ti.
Entreguei coisas minhas que não me pertenciam.
Fui, por uma ventania, queimada.
Deixei-me contra minha vontade ir embora.

Ontem eu reclamei das coisas que ocorrerão amanhã.
Ainda sinto um pouco da sua presença que nunca tive.
Do beijo nos lábios que senti na bochecha.
E de um último abraço em forma de aperto de mão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

É um engano.

Coisas que pensei ser
Atos que quis fazer
Pessoas que jurei conhecer
Maneiras que iludiram um ser.

Tudo não passou de um engano
De jurar e nada saber
E tudo parece tão confuso
Palavras que não sei dizer.

Tragam as chaves
Livrarei-me disso antes do combinado
Eu não o iludi com promessas
Mas me iludi com seus sonhos.

Engano.
Abandono.
Descaso.
Eu desengano.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

-

O destino vai por caminhos inimagináveis. Nada pode ser considerado certo antes que realmente se concretize. O que desvalorizamos um dia pode ser sua salvação.
Os caminhos que já julgamos inviáveis um dia, podem ser os que iremos trilhar amanhã. Nada ocorre por acaso.

 Somos nós os brinquedos do destino? Talvez.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A colheita.

A vitória vem com o tempo, esforço e dedicação. Toda ação gera uma reação. Você colhe aquilo que semeia. O que tu semeaste?

Escolhas geram resultados.Qual caminho seguiste até aqui?

Cada resultado tem um sabor. Cada momento de triunfo gera alegria e satisfação. Que gosto tens no paladar hoje?

A recompensa veio. O sabor de triunfo está presente em mim. A sensação de satisfação se fez presente. Eu colhi aquilo que semeei com esforço e dedicação.

Obrigada a todos que acreditaram em mim.


2 ENEMs e 3 aprovações.

sábado, 8 de janeiro de 2011

E se...

E se os dias passarem e eu continuar aqui? O que eu poderia fazer, se não esperar o que o destino me reserva?

E se um dia eu acordar arrependida das coisas ditas, feitas ou largadas a deriva? Seria eu capaz de admitir tal sentimento de arrependimento ou me calaria para todo o sempre?

E se um dia eu perceber que tudo o que desejei não era o que me completaria, mas sim meu lado fútil, porco e capitalista gritando no meu ouvido e me pondo uma venda nos olhos? Eu teria coragem de largar tudo e procurar o tal caminho da felicidade, seguindo meu instinto de sobrevivência e guiada pela aventura?

E se eu vir a encarar todos os meus medos de um passado que foram trancafiados num armário oculto? Eu seria corajosa ao ponto de enfrentá-los de mãos limpas, ou correria fugindo mais uma vez?

E se tudo o que eu acho que não é posso um dia vir a ser? E se tudo o que é possa um dia vir a não ser? Eu já deveria estar preparada para tal encanto ou desencanto?

Tantas suposições. Poucas são as certezas.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Há algo novo.

No meu dia a dia há algo que cresce em ritmo alarmante, ultrapassando barreiras de segurança que eu havia pré-estabelecido. Não foi por descuido nem algo semelhante que ele nasceu; fui eu que me permiti. E agora me permito sentir e tentar, mesmo que em vão, descrever.

Sentir. Emocionar-se. Permitir-se. Amar. Esse algo novo é o amor, que está presente em sua mais bela e dramática forma há alguns meses em mim.