quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Um ano que se finda
Uma promessa que se inicia
Uma busca por coisas futuras
Criação de perspectivas
Reflete-se sobre o passado
Emoções, fatos e ações
Cada qual com sua sensação
Marcando sua presença
Busca-se acreditar
Que as coisas sempre irão mudar
Um coração aloprado
Com a fé de ser feliz
Não sei como serão as coisas futuras
A vida é uma história longa
Uma peça incoerente
Com início, meio e fim
Como um simples bilhete.

Último post do ano. O texto que eu havia preparado não era este, mas não o consegui publicar. Há tantas vozes falando dentro e fora de mim. Já não sei mais...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Mirror.


Um espelho para a consulta
De uma alma que arde
Uma imagem que reflete
Atos inapropriados que se faz
Um reflexo deformado
Assim como o retrato
De um jovem personagem
De um livro que li
Estás certos de tuas ações?
Creio que não
O tempo passou
Já não há tempo para perdões.
Assim como o jovem Dorian
Levou a jovem atriz a procurar a morte
Tentaram me fazer crer em algo
Que eu não acreditei, para a minha sorte.
Escrevendo mal. Sem inspirações...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quando analisamos o que queremos e o que buscamos, achamos divergências. Tudo se relaciona a um futuro, que está a curto ou longo prazo, mas tudo é o amanhã. Não há certeza, apenas expectativas.
Eu penso em novos caminhos, novas estratégias, mas sempre chego ao lugar que é o foco. Tenho programações cronometradas, bem traçadas. Meço os ângulos e a bissetriz, e lá está ele.
Sei que não há como viver em uma bolha de ar, ou um cubo de acrílico, mas tento não me perder (misturar) tanto. Talvez por medo de desviar o foco, ou apenas de ficar sem meus próprios pensamentos.





Divida entre dois mundos, cada qual com sua maneira.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009



Há algo que sempre tende a permanecer dentro de cada um. Algo que não se vê, que não se define, mas que sabemos que está lá. Complicado como as coisas são. Elas não têm um sentido, direção e trajetória definidas. Não possuem unidades de medida e nem fórmulas para solucionar-las.

Não há uma garantia de troca, como na alquimia, mas sim de transformação, como Lavoisier já afirmara.

Quanto mais forte eu sinto isso, mais há a tendência de que eu me quebre.

Tenho algo que é meu, e que dele não largo, não por que eu não queira e nem tenha tentado, mas sim por que eu não consigo.

Eu apenas não sei mais o que fazer, fica cada vez mais pesado aguentar.

Há um caos que surgiu com 'isso' que permanece e não se altera.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


E mais uma vez chegou
O final do ano
Muito tempo se passou
E nós aqui estamos
Há algum tempo atrás
Eu conheci um menino
Nós tinhámos 12 anos
E nos tornamos amigos
Hoje temos 16
Estamos distantes
Mas o que parecia mais improvável
É que nossa amizade é mais forte que antes
O tempo passou
Nós distantes estamos
Mas nada importou
Por que grandes amigos ainda somos.
Ao meu querido amigo Maiky, que há muito não o vejo.

sábado, 28 de novembro de 2009

Paradoxo.


Engraçado o modo de como as coisas podem
Ser e acontecer
Chegar e partir
Sentir ou colorir
Ao mesmo tempo em que não sinto algo
Posso sentir outros milhares
Eu posso ver o sol amarelo
Em preto e branco
A vida é um paradoxo
Concordamos e discordamos ao mesmo tempo
Não seguimos uma linha reta
Porque em nosso caminho há sempre curvas
Hoje eu não gosto de algo que já amei
E amo algo que não conheço
Ao mesmo tempo em que amo e odeio
O céu ensolarado se rasga em prantos



Escrevendo algo sem sentido, para algo desconhecido e confuso que agora sinto.f

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Sem sintonia.


Chega um momento onde não há
Tempo para estar aqui e aí
Levando a sumir
Desaparecer por algum tempo
Eu estou cansada de desculpas
De esperar o trem que não chega
De ficar jogada pelos cantos
Esperando a tua presença
Somos pessoas que agora estamos
Sem nenhuma sintonia
Cada qual levando uma vida diferente
E eu escolhi deixar a tua e cuidar da minha
Não, já não podemos mais
Há coisas que não se devem
Eu irei embora e te deixarei para trás
Partir sem dizer adeus ou até breve.

domingo, 15 de novembro de 2009

Caminhos.


Nós caminhamos
Cada qual no seu caminho
Seguindo a direção que nós escolhemos
Ou que simplesmente nossos pés escolhem
Caminhos com retas e curvas
Ladeiras e planícies
Terra, pedra, cascalho
Areia, grama ou asfalto
O tempo que demoro ou demorarei
Dele, eu não sei
Eu sigo um caminho que escolhi
Não me importa o que está por vir
Eu tenho traçado meu caminho
E nele eu vou até o fim
O lugar onde eu chegarei não sei ao certo
Só afirmo que foi lá que estar eu escolhi

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Retomada.


Daqui uns dias, que formam meses, estarei quem sabe distante
De mim
De tudo
Principalmente de ti
Eu estou perto de alcaçar
O que achei que demoraria anos
Que são formados de meses
Que são formados de dias.
Eu estou aqui, por enquanto
Pois minha mente se aprisionou
São os objetivos, o caminho
O tempo
Eu só necessito de algo
Que eu sempre tive
Eu tenho a confiança de quem mais me importa
E eu os amo tanto
Faltam dias
Que formam meses
Que formam anos
Eu provarei que eu posso, e que eu amo.
E agora me vem o futuro que só depende de mim.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009


Sonhos, emoções, sentimentos e sensações
Fazem parte de mim
Do que sou, fui ou serei
Lembrando-me de tudo o que deixei ou tenho
Meus sonhos são de desenhos
Esboços simples, rabiscos
Na maioria em preto em branco
Como o céu em um dia de vendaval
Eu transpiro palavras
Que saltam de meus poros
Grandes ou pequenas, dissimuladas ou envergonhadas
Que gritavam e gritam ainda dentro de mim
Eu respiro a música
Eu a sinto invadindo meu interior
Trazendo-me a paz e a segurança
Ou talvez a revolta de cada um de nós

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Ver navios...


Sabe, eu estava lembrando de como já foram as coisas; de como era minha vida.
Tardes ensolaradas de verão
Caminhando na areia branca da praia
Sem preocupações ou discussões
Apenas a família na praia
Lembro do frio do inverno
Da janela embaçada do quarto
Da chuva que caía lá fora
Do vento que tocava meu cabelo
Lembro dos dias que íamos a cidade vizinha
Ao porto da cidade
Passávamos horas ali, sentados
Ficando literalmente a ver navios...

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Há uma complexidade em tudo. Mesmo nas coisas mais simples e comuns.
Tudo está interligado. Neutrons, elétrons, prótons, átomos, elementos, camadas, sistemas etc... Tudo é complexo, basta analisar.
Quando paramos para realmente pensar na vida, percebemos que muitas vezes ignoramos a complexidade e vemos apenas o que é simples e menos confuso.
Eu. Eu tenho mania de complexidade. Examino a fundo cada detalhe. É tudo tão diferente. Tenho que ver a fundo para chegar ao resumo.
Essa é a minha maneira. Aplico todos os dias. Preciso do complexo para chegar ao simples.

terça-feira, 22 de setembro de 2009


Nesse final de semana, quando resolvi arrumar todo meu quarto, lembrei das mudanças.
Ao retirar algumas coisas e colocá-las na cama, senti vontade de guardar tudo em caixas e ir embora.
Sinto falta de algo que não encontro. Queria voltar no tempo, mas não posso. Tudo o que sei é que assim não chego em lugar algum.
Com sonhos bons, sim, eu aguentarei firme. Falta pouco, dependendo do assunto em que se é colocado em destaque.
Eu sinto falta de um lugar...
Sinto a falta de coisas que estavam por perto e eu não me importava.
Quero voltar, mas não dá.
Quando partir, não te darei adeus.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Hoje o mundo me pareceu distante
Por instantes as paredes pareceram mais próximas
O sol sem vida, não mais radiante
Criei meu céu cinzento

Eu gosto do amargo
Sou ácida e não volátil
Consigo confundir o mundo
Confundo-me e confundo-te

Um céu cinza
Nada de cor, tudo tão sem vida
Como o papel que queima na chama ardente
Ficando cinza e virando pó

Sou apenas uma confusão perambulando
A rainha da falta de humor
Luzes que não se acendem
Apenas um buraco onde escondo-me no chão

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Me sinto um quebra-cabeças de retalhos; retalhos do passado; retalhos de sorrisos.
Sou como a lona do circo que carrega uma história. Um passado de um palhaço que não sorri ou me um malabarista sem mãos.
Sou formada do gelo, do fogo, da água e da espada. De elementos que considero-os meus. Não os vendo. Não os divido.
Deixei pegadas na areia, conversas inacabadas, brincadeiras intermináveis.
Deixei uma janela embaçada, uma lágrima caída. Trouxe comigo um aperto... Aperto no peito justo meu, que jurava não ter coração.




Momentos de nostalgia. Não sei como transmitir o que estou sentindo. São tantas vozes falando dentro e fora de mim...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Saco de papel.


Não sou explícita. Não sei demonstrar o que sinto. Ou apenas tenho medo.
Tento não transparecer todo o meu interior. A vantagem de imaginar é que ninguém vê.
Apesar de tudo, há sinais involuntários. Ainda assim, eu tento esconder, ou apenas nego.
Será que podes ver os sinais? Não irei me render assim, dizendo-te tudo. Procure!
Eu estou quase gritando, mas ainda pareceste não notar.
Continuarei guardando minha identidade com um saco de papel imaginário no rosto.
Tu sabes quem sou eu, mas pareces ainda não haver notado o que causa.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Eu vejo estrelas
Milhares delas
Presentes em um céu único
Pertencentes ao meu mundo

Eu vejo linhas coloridas
Variadas, divertidas
Linhas que levam para longe
Linhas que constroem uma ponte

Entre estrelas e linhas
Há uma luz que me guia
Guia para um lugar distante
Guia para a minha mente

Olhe dentro dos meus olhos
Tente ver o que eu vejo
Ignore a rigidez que está por fora
Venha desse modo conher meu estranho mundo

domingo, 9 de agosto de 2009

E agora com o tempo voando pode ser apenas tarde.
Tarde para voltar atrás.
Ela apenas quer. O quê? Pergunte-a.
Ela conseguiu abandonar algo para trás, como se fosse um sussurro durante um pesadelo. Ela esqueceu uma coisa: Ela deixou a porta aberta. Ele entrou ali antes que ela pudesse pensar.
Ele está se alojando ali dentro. Ela tem medo. Medo do que? Ela tem medo... medo de se machucar.
Confusa e ao mesmo tempo esperançosa. Ela está esperando... ele se dar conta. Do que? Ela mesma não sabe.

Ela está esperando. Proximidade. Palavras.
Ela anseia.
Ele.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009


Eu não posso mais
É difícil
Já não há mais
Lugar algum para se afastar disso.

Não posso mais fugir
O tempo já passou
Tenho que passar uma borracha na minha dor
De anos atrás.

Confesso que agora sinto
Algo novo,
Confuso,
Indefinido.

Confesso que agora coro
Ao ver um novo ser
Confesso que me sinto envergonhada
Apenas com você.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

O silêncio é a voz do infinito.



Se eu olhasse para o sol do lugar onde estou,
eu queimaria meus olhos e perderia minha visão.

Se eu voasse com minhas asas de vidro, elas derreteriam
e eu cairia em direção ao chão.

Se eu tentasse sorrir para ti, meus lábios se partiriam
e meus dentes, cobertos pelo sangue, vermelhos ficariam.

Se eu apenas tentasse pronunciar uma bela palavra para ti,
eu morreria e daqui iria partir.

Não sei me comunicar falando, prefiro as palavras escritas. Elas soam melhor dentro de mim.
Sempre darei preferência ao silêncio. Ele me preenche.
O silêncio é a voz do infinito.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

O mundo não é poesia.

Sinceramente, venho tendo meus colapsos, e em um deles me toquei sobre algo óbvio. O mundo não é uma poesia.
Eu dei um nome ao meu atual caderno de poesias, chama-se "meu livro de mentiras". Mas por quê? É simples a resposta.
O mundo não é tão doce nem tão amargo, ou melhor, ácido ou base. Não há total musicalidade no que sentimos ou que passamos. Talvez um simples fato, ao ser transformado em poesia transforme-se em uma epopeia. Mas também não é mentira o que escrevo.
A verdadeira questão é que já não é fácil compreender o que sentimos, mais difícil ainda é expressar o que se sente de uma maneira bonita.
É nessa parte que o peixe salta para fora do aquário.

sábado, 25 de julho de 2009


Sou como um livro
Que muitas vezes é julgado pela capa,
Pelo autor, por o gênero,
Por boatos sobre a história.
Uma trama que envolve amor
Um ódio que floresce
Uma trama de jogo e azar
Apenas dejame bailar.
Com capítulos extensos
Histórias intensas
Capítulos arrancados
Outros em branco.
Cada livro tem seu dono
Que faz do livro seu mundo
Isso seria apenas a velha história
Que cada um tem seu par e que para ambos cada qual é tudo.
"Tiempo frío. Cielo ceniza. Mi corazón ya no es más negro. Hay color en mi mundo."

quarta-feira, 15 de julho de 2009





Traga-me um papel
Vende meus olhos
Caneta na minha mão
Escreva mesmo que em vão.

Libere o que tens
Preso na cabeça
Descarregue tudo o que perturba
Queime em uma lareira.

Desenhos borrados
Letras corridas
Pobres sonhos abandonados
Em meio as feridas

Há uma nova luz que me chama
Veja como eu brilho ao te ver
Olhos que brilham como o sol
Apenas por você.

domingo, 5 de julho de 2009

Estilhaços de vidro


Fiquei cega durante tempos
Com estilhaços de vidro em meus olhos
Não podia olhar para nada
E o meu coração me guiava para a estrada errada.

Após longo período de pranto
Com as lágrimas o vidro se foi
Meu coração despertou de um conto
De uma pobre menina encantada

De olhos bem abertos
E com a boca calada
Observo bem o mundo
Antes de entrar em uma cilada.

O coração voltou a bater
Por alguém sensato
Agora vamos ver
Se mergulho nos olhos que parecem um oceano encantado.

"Apostarei minhas fichas e não viverei do passado.
Já não há mais lugar para isso. Talvez tenha achado algo realmente encantado."

sábado, 4 de julho de 2009



Falei milhares de vezes aqui sobre o quanto odeio a paixão e o amor. Falei de um coração quebrado, que sangrava muito.
Hoje venho confessar que tudo aquilo após longo tempo, de uma hora para outra acabou. Estranho isso, não? Mas sabe o mais estranho? Eu voltei a me apaixonar.
Dizem que amor com outro amor se apaga. Talvez isso seja real.
A verdade é que de agora para frente pretendo ter sentimentos mais bonitos, menos dor e mais alegria. Isso já começou.

Esse é o início de uma nova fase para mim, e para o "Borboletas de Papel".

Torçam por mim.

domingo, 28 de junho de 2009

365 dias


365 dias passaram-se desde então
Momento que não volta
Lembrança que não de apaga
Sonho que não se realiza.
Talvez não lembre mais daquele dia
Daquele lugar
Da data
Da pessoa
Faz parte. Não posso te culpar por isso.
Talvez não tenha sido especial
Apenas um momento comum
Mas para mim foi uma marca
Que ainda queima.
365 dias
Longo tempo, não?
E cá ainda estou confusa
Com meu sentimento que insiste em permanecer
Desde aquele dia.

sexta-feira, 19 de junho de 2009


Gelo que derrete
Água em ebulição
Larva que escorre
Vulcão em erupção
Como tudo o que cai e quebra
Caí do 1000° andar
Durante 1000 anos
Em direção ao chão
Saltei com um para-quedas
Cujo o nome é coração
Ele estava inteiro quando o vi
Mas hoje ele é pior que pano de chão.
Em queda livre o abri
Com inúmeros buracos ele estava
Caí sentindo apenas o fogo arder
Como uma boneca quebrada e queimada.

sexta-feira, 12 de junho de 2009


Não te prendas. Não te iludas. Nem tudo é verdade.
É melhor a lágrima da verdade, ao sorriso da mentira.
Ilusão é acreditar que as coisas são reais, quando a falsidade reina.
A verdade é nua, é cruel, mas ela pode ser chamada de amiga.
A mentira dói, queima, é traiçoeira, mesmo quando é contada à você.
Uma paixão é passageira, é algo que se apaga. É o fogo de palha.
O amor é duradouro, mas mesmo assim ele acaba um dia se não for correspondido. Isso entra na teoria, mas e na prática, alguém confirma?
É tolice você entregar seu coração a alguém, porque nem sempre a pessoa se interessa por ele. É uma questão de suicídio. É a garantia de dor e sofrimento. Ódio e decepção. Feridas incuráveis que não saram com metilote.
Pessoas usam pessoas por motivos que só interessam a si próprias.
Nem todo sorriso é verdadeiro. Nem toda afirmação que fazemos é uma certeza absoluta. Há sempre uma dúvida.
Você sempre procurará no amor uma coisa pura, mas pode acabar sendo envenenado.
Pessoas morrem por amor, você sabia?
A paixão é mais tola ainda; é um sofrimento temporário. Algo que dura no máximo 3 anos, também segundo a teoria. Na prática, acredito que menos.
Você finge que não se importa, mas no fundo tem ciúmes quando vê pessoa A com pessoa B.
Você esboça um sorriso; seus dentes estão cobertos de sangue.
Você se afoga com suas lágrimas, não?
O que eu posso dizer? Ridículo, ridículo, ridículo.
O que você vai pensar de mim? Mal-amada, tola, hipócrita, uma desconhecedora do verdadeiro amor.
O que eu respondo? Talvez sim.
Argumentos? O pouco que senti já me basta.
E você pergunta: Porquê? Eu digo que não sei. Apenas sinto o que não deveria.
Você imagina que um dia eu possa vir aqui e desmentir tudo o que digo? Confesso: Eu posso me iludir um dia, ser intoxicada com tudo isso.
Minha atual posição? Eu odeio o amor.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Livro de Mentiras


Eu escrevo palavras
Palavras que transbordam sentimentos
Palavras pesadas
Palavras que eu julgava sinceras
Hoje as leio
Como quem devora um livro
Um livro de mistério
De romances impossíveis
Elas formam um livro
Um livro de mentiras
Onde confessei meu martírio
Onde algemei parte de minha alma
Mentiras... Por que tento não acreditar no que senti
Mentiras... Por que tudo o que quero é esquecer o que senti
Apenas mais um livro... Um livro de minhas próprias tolices.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Liar.


E talvez essa seja somente mais uma história fantasiosa de uma inocente criança.
Eu quis muito, eu tentei acreditar em tudo isso, mas isso é tão surreal. Como você pôde fazer aquilo comigo? Onde foram parar os ditos sentimentos que você tinha por mim?
A sua afetividade... Algo forjado com o mais letal dos venenos: a mentira.
Mas não posso garantir que eu fui essencialmente sincera.
Querido, eu menti em alguns aspectos. Nem tudo o que lhe disse era realmente existente. Eu agi de maneira banal.
Assumo minha culpa, mas de uma coisa eu tenho certeza: eu não me arrependo disso.Você tentou fazer eu acreditar que tudo era tão diferente. Que eu era o erro em meio aos acertos. Querido, você nunca foi especial. Eu te enganei quando eu disse isso. Na realidade eu era quem era especial, mas eu não sabia disso.
Sabe todos aqueles sentimentos? Talvez eu tenha me enganado.

Desculpa, mas agora é tarde.

domingo, 31 de maio de 2009

***

Já se previa isso. Nada é como se espera. O tempo passa, mentiras se espalham. Nada muda de repente, infelizmente. Tenho que viver o presente, sem sonhos. Finais felizes não existem.
Eu irei superar, mas não peça felicidade. Meu sorriso sangra. Por dentro tudo está machucado.
Por favor, me devolva meu coração. Não, não insista. Eu já estou magoada.
Não minta mais para mim. Não invada mais meus sonhos.


Morrer não dói.

sábado, 23 de maio de 2009


Tudo o que eu necessito encontra-se dentro de mim.
Eu demorei a perceber, mas eu posso me bastar. Tudo acontece com um propósito; na é em vão. Tenho meus planos, meus objetivos e neles não estão inclusos sentimentos que logo sumirão.
Eu tenho a vida que escolhi, e tenho que seguir em frente.
Eu sou o que quero. O que a mente me permite; ou até mais que isso.
Imponho meus limites e 'isso' não faz parte do meu coração.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Sendo apenas mais uma vez
Ou uma vez que diferencia-se
Um sentimento maluco
Um sentimento ilícito

Eu posso me prender a algo novo
Sem medo de apostar as fichas
Fichas do meu próprio jogo
Fichas da minha vida

Mergulhando em um mundo desconhecido
Assim como Alice no País das Maravilhas
Eu achei um novo foco
Em mais uma madrugada a derviva

Obsessão adquirida
De maneira impulsiva
Sorriso que cativa
Olhar que conquista

Essa é uma nova perspectiva
De uma vida a ser vivida
Não sendo um objeto de espera
Colocando meu coração e imaginação na ativa.

sábado, 9 de maio de 2009

O que seria 'evitar'?




Seria fugir de algo ou alguém, para não haver situações em que tudo poderia acabar?
Seria enganar-se dizendo que não sente saudade e fingir que tudo está bem?
Seria criar um mundo próprio onde nada interrompesse sua vida?
Seria fingir indiferença sendo que na realidade ser percebida era tudo o que você queria?


Evitar é permitir que o vazio chegue, que nada o preencha porque esse espaço sempre será destinado ao evitado.
Evitar é provocar a ausência e com ele o sofrimento.
Evitar é acreditar que a separação será a melhor solução para cada um dos dois, sendo que na realidade é fazer com que nenhum viva de maneira feliz a sua vida.

Evitar... É um erro que muitas vezes pode te levar ao fracasso quando se deseja algo.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Quase tudo o que se procura entender
Faz parte de um mundo sem sentido
Que inúmeras vezes age de maneira infantil
Trocando as coisas de lugar
A imaginação que engana
Muitas vezes é o que te salva
Desse mundo selvagem
De baderna e anarquia
Quando você já não se encaixa
E cansa de tudo
Procura um novo modo
De enxergar esse lugar tão imundo
Razão trocada por emoções impulsivas
Cérebro por coração
Entendimento que se esvaneia
Cristais quebrados lançados em uma lareira.

segunda-feira, 6 de abril de 2009



Em pouco tempo o que eu conheço pode passar
Dando um novo espaço para algo
Cuja o qual o tempo preencherá
Ou apenas guardará

Eu não sei o que pensar
São tantas as coisas dentro e fora de mim
Eu deveria parar um pouco e analisar
Não pode ser tão ruim para assim

Um novo mundo de esperanças
Uma promessa de felicidade nova que surge
Eu apenas vou ficar fisicamente distante
Mas de certa forma sempre levarei lembranças

Eu vejo uma nova luz
Uma esperança que surge com cada geada imaginária
Que pode tornar-se real
E nelas eu ainda o vejo e sempre verei
Mesmo que apenas em sonhos com camadas brancas...

segunda-feira, 23 de março de 2009


Apenas queria
Que essa triste distância
Que separa dois corpos
Fosse embora
Apenas queria
Que objetos ficassem mais pertos
Facilitando a nossa
Bela eficiência
Queria apenas
Que isso não se tornasse
Motivo de tamanha tristeza
E imenso vazio
Queria apenas
Que você soubesse
que esse vazio de distância
Será sempre reservado para você.
"Eu sempre estarei aqui. Não se esqueça."

quarta-feira, 11 de março de 2009


Se eu te desse asas o que tu farias com elas?
Se eu pudesse te fazer passar dos limites para onde tu irias?
Se eu dissesse que és livre, como serias?
Se eu te confessasse um segredo, tu o guardarias?

Eu conto tudo a ti.
Pensamentos e sentimentos
Relatos e passagens
De alguém que não se sente mais tão aqui presente.

Queria eu ter asas e voar
Todas noites para te espiar
No silêncio do teu sono
E a sentir o alvoroço que tenho ao te ver.

Confesso-te um segredo:
As borboletas ainda existem
Elas sempre estiveram presentes.
Elas só ficam felizes e batem asas por ti.

domingo, 1 de março de 2009


Nós poderíamos mentir para todos. Tapear com falsas caras.
Eu tenho tentado evitar tudo isso.
Quero recordar determinadas coisas.
Doce nostalgia que me abala.

Procuro compreender o porque
Sem lógica, sem sentido
Algo espremido
Engasgado, entupido

Velhos pedaços de memórias
Sensações sentidas
Experimentos inusitados
Fatos incompreendidos

Recordações de épocas
Que da minha mente não saem
Que dentro de mim vivem
São saudades de amigos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Queria...



Eu queria que ele fosse meu menino.
Que eu pudesse abraçá-lo sem medo.
Sentir seu cheiro e aprecisar seu sorriso.

Queria que ele estivesse sempre aqui
Eu olhando pra ele
E sentindo-o cada vez mais dentro de mim.

Queria que o tempo não passasse
Que sinos tocassem
Quando eu o abraçasse

Queria que ele chegasse mais perto
Sussurrasse ao meu ouvido
Dizendo: eu te amo. É você que na minha vida dá sentido.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Eu sei como as coisas podem mudar. Basta acreditar e ter fé.
Eu tenho comigo esse sentimento perturbador, que tanto me faz mudar de humor, mas isso é transitório.
Nada é para sempre. O tempo dirá a verdade e eu enxergarei de maneira límpida.
Mas eu sinto. Esse sentimento é de verdade, é real. Sinto.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009


Situaçãoes novas
Fatos inusitados
Uma epidemia que se alastra
Sussurros abafados
Sensações que surgem
Com simples palavras
Palavras que grunem
Palavras caladas
Nada pronunciado
Nada escrito
Nada desenhado
Somente sentido
Há algo novo
Que não passa
É algo que apenas sinto
Sensações guardadas.

domingo, 18 de janeiro de 2009



Quem disse ser necessário estar perto para se fazer amigos?
Quem disse que a distância não permite que nasçam ou que permaneçam amizades?
Acredito que a distância pode colaborar sim com o nascimento e permanecimento de amizades. Não só acredito, como posso provar.
Tenho, sem dúvidas, as melhores amizades que uma pessoa pode desejar ter.
Pessoas que me vêem como sou por dentro e que sabem como lidar comigo.
São seres mágicos, assim como em conto de fadas.
Não estão aqui presente, ao meu lado na forma física, mas sempre me acompanham de certa forma.
Eles ajudam a dar sentido a minha vida, a me alegrar e a me consolar quando preciso.
As vezes sinto que não posso fazer nada para retribuir toda a atenção, respeito e carinho que recebo deles, mas tento dar meu melhor.

Obrigada por existirem.

Esse post vai em especial para a Adne. Amigas já a quase 2 anos.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009


Hoje eu já consigo me olhar no espelho
Sem temer a imagem que ele reflete
Sem medo de ver nele
Apenas um saco vazio de pele e ossos

Posso olhar no fundo dos meus olhos
Dentro de minha alma
E ver que eles ardem como o fogo
É o fogo da esperança

Vejo o brilho da alegria
Em um esboço de sorriso
Enxergo vida
Onde antes só havia o vazio.