quarta-feira, 29 de julho de 2009

O mundo não é poesia.

Sinceramente, venho tendo meus colapsos, e em um deles me toquei sobre algo óbvio. O mundo não é uma poesia.
Eu dei um nome ao meu atual caderno de poesias, chama-se "meu livro de mentiras". Mas por quê? É simples a resposta.
O mundo não é tão doce nem tão amargo, ou melhor, ácido ou base. Não há total musicalidade no que sentimos ou que passamos. Talvez um simples fato, ao ser transformado em poesia transforme-se em uma epopeia. Mas também não é mentira o que escrevo.
A verdadeira questão é que já não é fácil compreender o que sentimos, mais difícil ainda é expressar o que se sente de uma maneira bonita.
É nessa parte que o peixe salta para fora do aquário.

sábado, 25 de julho de 2009


Sou como um livro
Que muitas vezes é julgado pela capa,
Pelo autor, por o gênero,
Por boatos sobre a história.
Uma trama que envolve amor
Um ódio que floresce
Uma trama de jogo e azar
Apenas dejame bailar.
Com capítulos extensos
Histórias intensas
Capítulos arrancados
Outros em branco.
Cada livro tem seu dono
Que faz do livro seu mundo
Isso seria apenas a velha história
Que cada um tem seu par e que para ambos cada qual é tudo.
"Tiempo frío. Cielo ceniza. Mi corazón ya no es más negro. Hay color en mi mundo."

quarta-feira, 15 de julho de 2009





Traga-me um papel
Vende meus olhos
Caneta na minha mão
Escreva mesmo que em vão.

Libere o que tens
Preso na cabeça
Descarregue tudo o que perturba
Queime em uma lareira.

Desenhos borrados
Letras corridas
Pobres sonhos abandonados
Em meio as feridas

Há uma nova luz que me chama
Veja como eu brilho ao te ver
Olhos que brilham como o sol
Apenas por você.

domingo, 5 de julho de 2009

Estilhaços de vidro


Fiquei cega durante tempos
Com estilhaços de vidro em meus olhos
Não podia olhar para nada
E o meu coração me guiava para a estrada errada.

Após longo período de pranto
Com as lágrimas o vidro se foi
Meu coração despertou de um conto
De uma pobre menina encantada

De olhos bem abertos
E com a boca calada
Observo bem o mundo
Antes de entrar em uma cilada.

O coração voltou a bater
Por alguém sensato
Agora vamos ver
Se mergulho nos olhos que parecem um oceano encantado.

"Apostarei minhas fichas e não viverei do passado.
Já não há mais lugar para isso. Talvez tenha achado algo realmente encantado."

sábado, 4 de julho de 2009



Falei milhares de vezes aqui sobre o quanto odeio a paixão e o amor. Falei de um coração quebrado, que sangrava muito.
Hoje venho confessar que tudo aquilo após longo tempo, de uma hora para outra acabou. Estranho isso, não? Mas sabe o mais estranho? Eu voltei a me apaixonar.
Dizem que amor com outro amor se apaga. Talvez isso seja real.
A verdade é que de agora para frente pretendo ter sentimentos mais bonitos, menos dor e mais alegria. Isso já começou.

Esse é o início de uma nova fase para mim, e para o "Borboletas de Papel".

Torçam por mim.