quarta-feira, 30 de dezembro de 2009


Um ano que se finda
Uma promessa que se inicia
Uma busca por coisas futuras
Criação de perspectivas
Reflete-se sobre o passado
Emoções, fatos e ações
Cada qual com sua sensação
Marcando sua presença
Busca-se acreditar
Que as coisas sempre irão mudar
Um coração aloprado
Com a fé de ser feliz
Não sei como serão as coisas futuras
A vida é uma história longa
Uma peça incoerente
Com início, meio e fim
Como um simples bilhete.

Último post do ano. O texto que eu havia preparado não era este, mas não o consegui publicar. Há tantas vozes falando dentro e fora de mim. Já não sei mais...

sábado, 19 de dezembro de 2009

Mirror.


Um espelho para a consulta
De uma alma que arde
Uma imagem que reflete
Atos inapropriados que se faz
Um reflexo deformado
Assim como o retrato
De um jovem personagem
De um livro que li
Estás certos de tuas ações?
Creio que não
O tempo passou
Já não há tempo para perdões.
Assim como o jovem Dorian
Levou a jovem atriz a procurar a morte
Tentaram me fazer crer em algo
Que eu não acreditei, para a minha sorte.
Escrevendo mal. Sem inspirações...

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Quando analisamos o que queremos e o que buscamos, achamos divergências. Tudo se relaciona a um futuro, que está a curto ou longo prazo, mas tudo é o amanhã. Não há certeza, apenas expectativas.
Eu penso em novos caminhos, novas estratégias, mas sempre chego ao lugar que é o foco. Tenho programações cronometradas, bem traçadas. Meço os ângulos e a bissetriz, e lá está ele.
Sei que não há como viver em uma bolha de ar, ou um cubo de acrílico, mas tento não me perder (misturar) tanto. Talvez por medo de desviar o foco, ou apenas de ficar sem meus próprios pensamentos.





Divida entre dois mundos, cada qual com sua maneira.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009



Há algo que sempre tende a permanecer dentro de cada um. Algo que não se vê, que não se define, mas que sabemos que está lá. Complicado como as coisas são. Elas não têm um sentido, direção e trajetória definidas. Não possuem unidades de medida e nem fórmulas para solucionar-las.

Não há uma garantia de troca, como na alquimia, mas sim de transformação, como Lavoisier já afirmara.

Quanto mais forte eu sinto isso, mais há a tendência de que eu me quebre.

Tenho algo que é meu, e que dele não largo, não por que eu não queira e nem tenha tentado, mas sim por que eu não consigo.

Eu apenas não sei mais o que fazer, fica cada vez mais pesado aguentar.

Há um caos que surgiu com 'isso' que permanece e não se altera.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009


E mais uma vez chegou
O final do ano
Muito tempo se passou
E nós aqui estamos
Há algum tempo atrás
Eu conheci um menino
Nós tinhámos 12 anos
E nos tornamos amigos
Hoje temos 16
Estamos distantes
Mas o que parecia mais improvável
É que nossa amizade é mais forte que antes
O tempo passou
Nós distantes estamos
Mas nada importou
Por que grandes amigos ainda somos.
Ao meu querido amigo Maiky, que há muito não o vejo.