quarta-feira, 2 de junho de 2010

Maturidade.

Com o tempo vem a maturidade e tudo que ela passa exigir. O desabrochar das flores não ocorre em vão. Nem a metamorfose das borboletas. Nem o morrer de uma estrela. Tudo tem seu tempo, hora e lugar. Cada um tem seu próprio ritmo, mas no fim tudo leva ao mesmo caminho.
Amadurecer pode parecer medonho e assustador, pelo menos quando se é criança. Logo após passamos a aceitar a ideia e aguardar o vasto oceano de descobertas que nos será apresentado. Seguir o ciclo faz parte. Não adianta correr; nada volta.
Com o passar dos anos as mudanças internas e externas ocorrem. Há inúmeras experiências, ações, pensamentos, decisões e decepções que surgem cada dia, cada um com seu gosto, seu aroma, sua sensação. Inúmeras portas abertas esperando que você desvende cada segredo e explore cada canto. São formadas memórias de algo que pode ser único e alguns segredos ficam guardados apenas para si.
Desabrochar, metamorfose e morrer. O ciclo da dança da vida que nos seduz, nos envolve, envenena e um dia sem mais nem menos, nos deixa para trás. Ou será que somos nós quem a deixamos?
Minha dança iniciou-se. Estou em início metamorfose. Desabrochei ao meu tempo, sem pressa nem ansiedade; apenas saboreando.

"Dezessete anos e a vida nos lábios."

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