Eu cantei silenciosamente
Versos invisíveis que tudo mostravam.
Palavras inexistentes que tudo falavam.
Sobre o gelo que congelava o fogo.
Fiz versos de amor sobre meu ódio por ti.
A dança parada de uma pedra.
A corda arrebentada que contigo me amarrava.
A luz que ainda me deixa no escuro.
Eu desenhei no vento quadros que dei para ti.
Entreguei coisas minhas que não me pertenciam.
Fui, por uma ventania, queimada.
Deixei-me contra minha vontade ir embora.
Ontem eu reclamei das coisas que ocorrerão amanhã.
Ainda sinto um pouco da sua presença que nunca tive.
Do beijo nos lábios que senti na bochecha.
E de um último abraço em forma de aperto de mão.
Um comentário:
lindo, poema esse.
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